quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Virar de página

Dia 31 já está aí. E pensar que um dos meus “Anos Novos” começou em outubro. O outro inicia na sexta-feira. Essa coisa de delimitar datas – ou de ir na maré efusiva da comemoração geral – não é lá muito minha praia. Quero a liberdade de poder (in)definir o que eu bem entender...

2008 passou voando. Acho que a gente entrou na fase dos fast year também, acompanhando tudo que é ligeiro e efêmero neste mundo atual. A contemporaneidade é traiçoeira, é mesquinha, é estúpida. Nos furta o tempo com a impressão de ocupação.

Estamos sempre tão cheio de coisas a fazer. E se não estamos, fingimos estar. Ninguém mais se permite ao “nada”. Pense bem a última vez em que você sentou num banco e, pronto, assim ficou. Não sacou o celular do bolso e ligou para alguém ou pôs-se a mandar mensagens ao léu. Tente rememorar a última vez que contemplou o espaço vazio – ou o espaço cheio com a mente vazia.

Bem, tomei um rumo distinto no texto. Mas essa road trip literária leva sempre a lugares interessantes. Queria dizer que em 2 de janeiro mudo de casa. Começa, então, uma nova fase nesta fase ainda nova da minha trajetória. A cada dia descubro coisas, e o prazer da descoberta é o prazer mais pleno que há.

Diante de tantas opções disponíveis para a virada, não existe um plano traçado. Daqui a pouco acerto o que vou fazer. Neste momento, só quero existir, sem pensar, sem antecipar. E que preguiça de ter de bancar o futuro... me dá o presente e já está excelente. Imprevisível mesmo, bem assim do jeito que ele é.

2 comentários:

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