domingo, 7 de dezembro de 2008

... do futuro

Caminhava pelas ruas, debaixo da chuva titubeante, apressado sem saber porquê, com a visão retida a adiante, a ignorar vidas e mortes, sonhos e desalentos, que todos têm sorte, e também retêm sofrimentos, tentando entender em vez de existir, tomado por melindres, ausente de sentir... quando me bateu uma intensa saudade, como se um tapa metafísico explodisse em minha face. Um senhor murro. Era saudade do futuro.

Um comentário:

Elis disse...

Nossa alma busca pelas coisas que, embora distantes esperam por nós.
A nós, cabe o ritmo e a cadência certa, sem nos adiantarmos, nem nos atrasarmos, (nem nos cobramos demais.)

Belos e fortes teus versos, Gustavo.
Abraço.