quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Diante do mar...

Amigos, uma confissão: chorei ao ver o mar. Foi um pranto suave e pleno de uma lágrima solitária. Quem estava em volta nem sequer notou. Chorei calado, acompanhado do vento fino e do sol robusto. Chorei não pela saudade arrefecida, mas pelas saudades que virão; não pela distância atemporal, mas pela proximidade secular. Chorei por me tornar enorme diante da imensidão total.

Engraçado, visitei tantos sítios e paisagens belas em Sintra e me apeguei logo ao conhecido: o oceano. Pela primeira vez, porém, vivi a real sensação de estar d’além mar. Me embebi da água salgada do Atlântico pelo seu lado europeu. Descalcei-me do Brasil para pisar a areia portuguesa e despi-me dos casacos pesados para abraçar a leveza da espuma.

O auge foi na Praia Grande, mas percorremos a vila de Sintra, tombada Patrimônio Mundial da Unesco, e os seus arredores. Tudo na companhia de um amigo-morador, exímio conhecedor do local, o que engrandeceu ainda mais o passeio. Tão breve será impossível esquecer o que vi. E nem pretendo.

Diante da poesia formada aos meus olhos, me senti melhor.

Me senti.

3 comentários:

jehoel disse...

vénia ao Poeta! E que muitos outros Mares possa em sua vida Celebrar! :)

karine_ruy disse...

Parece que to vendo a cena, teus olhos encantados nesse reencontro com o mar... Teus relatos estão ótimos Gus! Sempre serás um observador sensível e um narrador talentoso.
Saudades
Ka

Gustavo Jaime disse...

Ô Kaká, que delícia de presença! Também tenho saudades... obrigado pelas palavras, pois vindo de você - uma pessoa tão angelical, hehe - não posso imaginar que não seja de coração.

A gente tenta fazer o melhor que pode com o que sabemos fazer de melhor, né? Dei um nó nos neurônios? Beijos e obrigado pela visita e comentário!

------

Amigo Joel, és um gajo abençoado. Vai por mim: ainda será santificado! Abração e valeu bué!