sábado, 13 de dezembro de 2008

A crise mundial

Esta crise econômica, amigos, é o que ainda há de mais perturbador neste resto de ano. Sempre que falo dela, lembro do apelo triste de uma amiga.

“todos os dias os jornais noticiam demissões e mais demissões. como essa gente vai sobreviver? isso só irá causar mais violência, roubo, briga e desgraça. comecei a ficar com medo de fazer dívida. tudo anda muito instável. o meu receio é que o mundo entre em depressão econômica. se isso acontecer, teremos muito sofrimento pela frente.”

2008 já começou meio estranho mesmo, pelo menos para mim. Durante seu curso, houve vários altos e baixos. De qualquer modo, a pesar prós e contras, foi um ano esquisito. E como o tempo tem fugido cada vez mais depressa! (Ou é impressão minha?)

Abri meu e-mail e vi a notícia da demissão de 81 funcionários do Correio Braziliense, jornal de maior peso e circulação em Brasília. Da redação foram sacadas 11 pessoas. Não sei de quais postos ou quais funções desempenhavam.

Também li que outros dois diários da capital sofrem para pagar os salários em dia. O Jornal de Brasília só foi depositar os rendimentos ontem, dia 12. E daí, após três anos exclusivamente no mercado, escuto alguns discursos utópicos dentro da academia. Lógico que o espaço de debate é esse, mas me parece sempre um tanto longe da realidade – ou perto demais de um vício crítico, capenga e ranzinza.

Eu apenas procuro paixão nas coisas. Sou assim, um egoísta incorrigível.

Um comentário:

LAG disse...

se servir de consolo, acho egoísmo e individualidade palavras bonitas. a primeira pra quando estivermos querendo chutar o pau da barraca, a segunda pra os dias de debate e bom humor*.

* acho que sou uma má pessoa.

[utopias são belas, gustavo. ou deveriam ser. ser prático dá trabalho.]