segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Confusão

No meu peito reside uma confusão. São temas e lemas que não têm resposta. Às vezes me fogem, mesmo, as perguntas. O que quero saber? Por que quero saber?

Como dizia o poeta, o maior sofrimento do mundo é nunca ter sofrido. Ainda que haja frustração numa história, melhor vivê-la que omiti-la. Pena que nem sempre consigo essa espontaneidade de ousar, de tentar, de insistir. E logo eu, que escondo uma coragem audaciosa por trás de todo esse fingimento plácido.

A gente fica calejado com o tempo, e talvez esse seja nosso maior erro. O receio nos nivela. A culpa nos reduz. “Só os imbecis têm medo do ridículo”, escreveu Nelson Rodrigues – estou ausente das letras.

O sol voltou a brilhar lá fora, mas minha inspiração continua protegida da chuva. Escondida e taciturna, sem crer no presente. No meu peito reside uma confusão. Uma confusão que, de tempos em tempos, decide se apossar de mim.

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