quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Vontade e desordem

Essa noite estive febril e delirei: o blogue virava livro.


Escrevo sem ordem, sem pretensão, sem conseqüência. Escrevo com causa – mas ainda não sei se por uma. Às vezes sou tomado por um mundo de utopia, um mundo de fantasias inconsistentes.

Não sei para quem escrevo ou com que finalidade, mas me sinto tranqüilo. As coisas lá fora é que me inquietam e angustiam. Sinto que a vida, ao contrário do que eu mesmo penso muitas vezes, é uma força impressionante e devemos saber lapidá-la da melhor maneira.

Perde-se muito tempo com bobagens. Vê-se muita injustiça, intolerância e maldade. Tenho um misto de vontade e desordem dentro de mim. Existem coisas que não precisam ser lidas, basta senti-las. E quanto mais penso, mais me desespero.

Nunca perdi o rumo, mas também nunca soube direcionar a embarcação.

[Texto de julho de 2005]

3 comentários:

Juliana Toledo disse...

Impressiono-me sempre que o leio! Como pode ter tanto dominío pelas palavras???? É muito bom isso. Esse sentimento literal, essa magnitude em pontuar cada razão, sentimento ou momento. É sempre bom lê-lo!!! Parabéns!

;)

(AH!!! Add o D'além mar no meu blog, tá?!)

Bjoks!!!

Juliana Toledo disse...

OPS!!! Domínio*** HEHEHEHE

;)

Gustavo Jaime disse...

Poxa Ju, obrigado pela empolgação. Sempre bom saber que tem quem nos leia e entenda/compartilhe as mesmas coisas. Toda escrita é uma aproximação... (plagiando o que Quintana disse sobre o "poema")

Beijos e valeu pela presença!