domingo, 9 de novembro de 2008

A volta do cão voador

Assim que abri a porta e tocaram-se os sinos, lá veio ele a abanar o rabo e seguir meus passos pelo corredor. Das escadas, o cheiro não escondia o retorno e minha obrigação volta a ser a de olhar fixo pro chão quando caminho. Trata-se do exercício de manter as solas limpas.

Havia duas semanas que Fly, o cão em trajes de raposa, ou de hiena, estava fora. Sim, ele parece qualquer coisa entre um e outro animal desses, com seu focinho alongado e a pelagem manchada. Mas uma versão geneticamente alterada: os hábitos caninos permanecem, enquanto os saltos são de canguru.

Porém parece mais comportado. Leve impressão. Deram um corretivo nele? Não sintam pena aquelas gajas que acreditam que ele tenha problema em uma das pernas – como aparentou-me na primeira vez que o vi. É tudo uma mentira que não tive coragem e chance de corrigir. O diabinho é um saudável quadrúpede de quatro patas.

Agora, ainda ei de descobrir como pula tão alto. Já cogitei que seja da família Hypolito, que tenha aprendido ao ver o Michael Jordan atuar, que calce molas até! Nada disso parece adaptável ao Fly. O certo é que o cão voador voltou – e não há mais paz na hora da refeição.

3 comentários:

Hugo disse...

Gustavo!!!muito pertinente nao so o texto...muito descritivo,mas a observacao do quadrupede de quatro patas,afinal o sufixo pede é do grego podos,que realmente significa pé,que nos pertence.A eles ficam as patas.


Abracao proc garoto!!

Drica disse...

Não entendi nada... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ele tem quatro ou três?? E pq ele sumiu??
Bjssssssss

Rui disse...

Dizem que o cão escolhe seu dono, assim como o dono vai ficando parecido com o cão, ou vice-versa.
Como você tem dado muito pulos atrás de empregos, nada melhor que ter um cãoguru. Abraços Rui