terça-feira, 4 de novembro de 2008

Um mês

Quase aos 45 do segundo tempo, lembrei que completo um mês de vida portuguesa hoje. Exatamente: hoje. E irei comemorar? Se abrir uma garrafa d’água e comer um pão com geléia (de frutos silvestres, uma delícia) é uma celebração, então cá estou.

Passou rápido ou devagar? Passou. Vivi muitas coisas nestes 30 dias e aprendi várias lições. Foi interessante colecionar diferenças sutis entre culturas tão próximas e, ao mesmo tempo, tão distantes. Lisboa é uma cidade fenomenal, com seu clima ótimo – não falo apenas da meteorologia – e tudo perto e fácil.

Quando vim não sabia o que iria encontrar. Lembro perfeitamente da sensação de andar nas ruas pela primeira vez, quando deixei as malas no albergue em plena manhã de um sábado vazio e fui caminhar sem rumo. Era misto de euforia e novidade. Estava em Portugal, na Europa, perto de países que, 10 horas atrás, estavam a léguas de distância.

O que irei me deparar daqui pra frente pouco importa. Foi um mês e tanto. E como está num texto que dizem ser do Pessoa (mas duvido): “Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...”.

6 comentários:

dani z disse...

nossa, gu! parece que tem mais tempo. gostei da nova cara do blog. estou atolada com o evento do g-20. amanhã sigo pra são paulo e só retorno domingo. prometo, então, escrever para contar a falta de novidades. rsrsrsrs... bjs e te cuida.

Luciana. disse...

Agora entendi a sua pressa em sair do msn. Você precisava, de uma maneira ou de outra colocar pra fora e comemorar esse um mês longe do samba, da caipirinha, do fórro e claro, do céu de Brasília.
Parece que foi ontem que eu li o seu texto de despedida no Dois em Xeque e vi que dali em diante, Mayara e Gustavo não seriam mais um só....cada um teria que seguir seu caminho.
Num desabafo, comentei com você que eu precisava fugir, desaparecer e esquecer algumas coisas e você me disse que era pra eu fazer como você fez- ir para Lisboa.
Não vou negar que deu vontade mas é inutil, pelo menos no meu caso, jogar tudo para os ares e atravessar o mar sem rumo, só com sonhos e uma mala na mão.
Que chegue logo dia 25/06/09. Que você venha e nos conte pessoalmente o que é ser um imigrante nas terras de Cabral.

Anônimo disse...

Maionese diz:
e aqui as coisas não mudam. O celso Roth e o Flamengo ficaram pelo caminho.

Gustavo Jaime disse...

Maionese, tu não devia estar escrevendo sobre polícia?

Desse jeito, tu vai desandar... hehehe. Abraços e obrigado pela presença! Há quanto tempo, aliás.

Sandoval disse...

"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Não entendi a razão da dúvida, pois o poema é, efetivamente, do grande Fernando Pessoa.

Entendo, contudo, que o melhor seria não guardar as pedras que encontramos no caminho, mas sim usá-las para pavimentar o nosso caminho, quando este estiver repleto de buracos e obstáculos.

Lembre-se sempre do ensinamento de Mahatma Gandhi: "Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."

Um grande e saudoso beijo. Divirta-se, estude e continue nos brindando com suas mensagens.

Drica disse...

Caramba! Um mês já?? Pois eu ainda me lembro do jantar que tivemos... nossa, como o tempo passa... espero eu conseguir fazer com que ele passe mais devagar para eu conseguir te visitar, hehehe!
Amoooo muito!!
Bjssssss