sábado, 29 de novembro de 2008

Até já...


Foi numa noite de maio, creio eu, que mandei mensagens de celular para o Matheus e o Paulista. Tinha sido arrebatado pelo sentimento de morar em Floripa de vez, assim que voltasse ao Brasil. Nem havia saído do país tropical, mas sabia que a vinda a Portugal ia se concretizar. Estipulava, com eles, que em cinco anos a gente se encontrava na Ilha da Magia.

Essa vontade permanece. Às vezes forte, às vezes a afogo em racionalidades profissionais. Do tipo: o mercado de Santa Catarina paga mal, existe pouca valorização interna e externa e o potencial de crescimento é pequeno. E daí? – penso na contramão de tudo isso. E daí, se o que importa, mesmo, é a paixão... e sou apaixonado pela cidade.

Costumam me perguntar o que vou fazer quando acabar o mestrado. Lembram-se do: “o que você vai ser quando crescer?” ou “qual curso vai escolher no vestibular?”. Pois bem, a resposta é tão incógnita para a interpelação atual quanto foi para as questões pretéritas. E temos de saber alguma coisa? Tenho certeza que não.

Planos eu tenho. E comecei a escrever este texto para dizer que, ontem, a sensação de que vou para Floripa após minha temporada européia veio com toda a força. Eu e a capital catarinense nos entendemos. Tem muita história em torno de suas praias, ensolaradas ou sob um vento frio apaziguador, cheias ou desertas, aos fins de semana ou em plena segunda-feira.

Minhas lembranças vagam pelos breus da alma por ser aniversário de um querido amigo (já citado aqui: Matheus). Temos um acordo. E meu melhor modo de desejar felicidades e parabéns, é dizer-lhe que pretendo cumpri-lo. Até já...

5 comentários:

Anônimo disse...

Mesmo não sendo lógico cobrar projetos, esse eu pretendo exigir.

Abraço

Luciana disse...

Fico triste em saber que não pretende voltar a Brasilia porém te desejo toda a felicidade do mundo.

Drica disse...

Por um lado eu fico feliz por vc ir à Floripa, terra essa que eu mesma morro de vontade de morar!!
Por outro, fico triste em não tê-lo por perto... mas sua felicidade é a minha e quem sabe o futuro? Vamos nos concentrar no presente!
Bjsssssss

sandoval disse...

Guga, você me fez lembrar a música de Lupicínio Rodrigues (Luar do Sertão), que em um determinado trecho diz que "o pensamento parece uma coisa à toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar."

É isso aí. pensar, sonhar, idealizar é prenúncio de realizar. Essa questão de ganhar pouco na profissão é de somenos. Com mestrado, você pode lecionar e acrescentar, além de um pouco mais na remuneração, muita experiência e bastante conhecimento. Na vida, o importante é ter uma vocação e buscar desenvolvê-la e exercitá-la com determinação e profissionalismo, dando tempo ao tempo. Com certeza, o êxito virá. Exemplos não faltam...

Beijos mil.

jehoel disse...

Grande Poeta,

Essa é uma das razões pelas quais eu encarnei, sem dúvida! Ou seja, levar um caderno em branco algures para Santa Catarina ou Rio Grande do Sul, e gravar nele os momentos de Poesia vivida diante do reflexo dessas paisagens sobre as da Alma.

Na verdade já estou a caminho. Até lá, vamos apreciando com a ingenuidade necessária a quem faz versos, os cantos e recantos destes lugares que por enquanto escolhemos aceitar.

Muita Luz no Coração!

Um Abraço!