segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Estão todos comigo

Num dos primeiros dias em Lisboa - ainda um pouco desadaptado e um tanto ansioso -, olhei ao meu redor e senti um orgulho danado do Brasil. Tenho raros acessos patrióticos como esse. Pra ser sincero, não os tenho. O amor e a satisfação de ter nascido em solo tupiniquim superam qualquer necessidade de demonstrar o sentimento.

Mas, enfim, falava do ímpeto nostálgico a que fui vítima. E, ao mesmo tempo, foi um estado de espírito tão tranqüilizante e revelador. Estar num outro país, a milhares de quilômetros de casa, mostrou - por mais clichê que seja - o quanto valorizo o lugar onde vivi meu quarto de século.

Se pudesse trazer aqueles a quem amo, a quem prezo a companhia, a quem gosto de estar, eu seria feliz e pleno no local que fosse. Me carregue pra Sibéria com minha família e terei tudo que necessito. Arrume uma temporada no Afeganistão com meus amigos e vou tirar de letra. Que vá pra Cocalzinho de Goiás com minha amada e será maravilhoso.

Pois aqui, às vezes sou arrebatado pela vontade de dividir espaços e momentos com as pessoas que estão longe: castelos e igrejas com a Di, estádios com meu pai, atalhos e ruelas com minha mãe, cervejas e papos sobre mulheres com o Matheus, restaurantes e hábitos com o Paulista, sinucas com o Felipe, livros e música com o Diogo, fofocas com a Jana e a Taty, piadas com a Cynthia e o Fábio, passeios nos parques com a Karine, almoços divertidos com a Ci e a Boo, conversas malucas com o Gruba, cafés e poesia com a Dani...

No imaginário, estão todos comigo.

Um comentário:

Drica disse...

Ebaaaaaaaaa, que quero conhecer um desses... eu queroooo, kkkkkkkk!!
Bjssssssss