sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Bravo! Bravo!

A vida cultural de Lisboa é um troço empolgante. Para quem saiu de Brasília e viveu em Floripa, é preciso tomar cuidado para não ter uma overdose de shows, espetáculos, apresentações, mostras, exposições, festivais... O “cuidado”, lógico, está no quesito financeiro – apesar de os ingressos serem bem em conta – e não intelectual.

Existem vários bons teatros/cinemas. Conheci o São Jorge, na rua da Liberdade. O local é imenso e maravilhoso. Assisti ao documentário brasileiro O Mistério do Samba, sobre a Velha Guarda da Portela e paguei somente € 3,50. Depois ainda teve uma festa verde-amarela para marcar a abertura do evento, o Doclisboa (Festival Internacional de Cinema Documental).

Tenho tíquete para outra película, a ser apresentada no domingo: Quando o Carnaval Chegar, de Cacá Diegues. O filme de ficção foi produzido em 1972, mas com o passar do tempo se transformou em documento histórico. Eis parte da sinopse: “Chico Buarque, Maria Bethânia e Nara Leão são Paulo, Mimi e Rosa – um grupo de artistas sem notoriedade que canta para ganhar a vida e atravessa o Brasil num ônibus”.

Na segunda-feira a chance de aparecer na sala 3 do São Jorge é grande. Agora para assistir a um documentário de 120 minutos, gravado em 1989, sobre o fabuloso Chet Baker. O título é Let´s Get Lost: “Quando Bruce Weber (o célebre fotógrafo de moda), conseguiu chegar perto do seu ídolo Chet Baker, um dos mais geniais trompetistas da história do jazz, a vida do músico era já um mundo em queda marcado pelo alcoolismo e pela dependência às drogas”.

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Na semana que vem também vou conferir um simpósio sobre Fernando Pessoa, organizado na própria faculdade. Já imaginam a minha ansiedade... Como disse o professor que tive aula hoje (quase que “plagiando” as palavras de uma grande amiga), é preciso ter paixão pelas coisas que fazemos para que possamos render bem, afinal é a única coisa válida da vida.

Ou como ela me falou quando parti: “Ame sem hora, sem cor, sem preço e sem prazo. O que vale é amar sempre com intensidade e leveza. O amor alimenta a alma e a alma alimenta a vida”. Pronto. E precisamos mais?

Um comentário:

sandoval disse...

QUE INVEJA, NO BOM SENTIDO...

BEIJOS, MIL.