quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Por que Lisboa?

O jogo só virou aos 40 do segundo tempo. Quando tive a idéia de fazer um mestrado d'além mar, escolhi Coimbra. O curso encontrado era excelente, a cidade e a universidade fabulosas. São séculos de tradição, o que representava uma oportunidade de algo diferente.

Resolvi ter uma carta na manga, uma segunda opção, um plano B. Achei um mestrado interessante na Universidade Nova de Lisboa (UNL) e mantive contato com o coordenador da faculdade de Ciências Sociais e Humanas. A candidatura, paga e "presencial", só ocorreu pela grande ajuda de um conhecido brasileiro morador de lá, Daniel Meirinho.

Os correios estavam em greve e tive de mandar a papelada para ele — por sedex mundi, o olho da cara! — torcendo para que chegasse a tempo. Faltava pouco tempo para encerrar as inscrições: o jeito era arriscar. Ainda precisava transferir 50 euros. Foi tudo muito rápido e, na data marcada para sair o resultado no site, lá estava meu nome. Já em Coimbra, nada de aprovação.

Descartei a cidade universitária e optei pela cidade cosmopolita. Mais tarde, por e-mail, fui saber que havia passado em Coimbra também, mas era tarde. Consegui comprovação de alojamento, informações sobre possibilidade de emprego (part time) e contatos com professores em Lisboa. Além disso, tem o Daniel, um cara muito prestativo.

No entanto, não foi só por conta dessas "conveniências" que escolhi a bela capital portuguesa. Terra do Fernando Pessoa, vai ser bacana percorrer ruas por onde ele caminhou, visitar locais que ele freqüentava. "Saber que será má a obra que se não fará nunca. Pior, porém, será a que nunca se fizer. Aquela que se faz, ao menos, fica feita."

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