domingo, 31 de agosto de 2008

Bater as asas...

A gente começa a voar e não consegue mais parar. Desde adolescente, tenho essa inquietação por conhecer além de casa, viver por conta própria. Independência, liberdade e solidão me fascinam. Tão grande que é o mundo, acho um desperdício ficarmos restritos a um só local. Se pudesse (posso!), morava dois anos, três no máximo, em uma cidade diferente.

Aos 17, recém-completado o 2º grau, tentei o vestibular da USP, em São Paulo. Jornalismo era um dos cursos mais concorridos por lá e, apesar de ter ficado na média, não consegui o acesso. Tudo bem, o jeito seria permanecer em Brasília por pelo menos quatro invernos. Fiz isso.

Os planos de escapar da capital do poder passearam por Rio e Sampa, flertaram com Espanha e Inglaterra. Acabei em Florianópolis. Sem conhecer absolutamente nada da ilha, sem ter família ou amigos próximos, eu e minha então namorada nos mandamos na cara e na coragem. De nada me arrependo. Em dois anos e meio, aprendi muita coisa junto e separado. Passei a valorizar situações cotidianas e ignorar mesquinharias.

Hoje me sinto preparado para encarar um novo vôo. Mais alto, mais "arriscado". Parece que o destino sabe bem o que faz com a gente – apesar de eu não ser lá muito crédulo sobre essas coisas. A questão é que estou pronto para conhecer. E viver do jeito que me sinto bem.

Nenhum comentário: